
Pelo menos, a modernidade dos nossos pais lhes oferecia o acalento da permanência. A certeza era a marcha do progresso, que hora ou outra salvaria a todos. Só uma questão de tempo. A tecnologia ia trazer uma resposta, ia curar, ia fazer a gente viver melhor, transportar a gente com mais eficiência e rapidez.
Mas nada disso aconteceu. Cá estamos nós afogados nas incertezas da impermanência. Tudo acelerou demais e as respostas não vieram. Os adultos que vamos nos tornando se contentam em tentar, incessantemente, fincar bases numa gelatina hipersônica. Só sabemos que tudo vai continuar a mudar. E rápido. Não sabemos bem pra onde. Prever é um exercício ainda mais enlouquecedor.
Me parece que temos nos dividido entre dois tipos de expediente pra lidar com esse escancaramento. Continue reading
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