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Edificando um País

18 nov

Se não reclamar, nada muda. Nunca.

Agora os protagonistas, como em uma peça Shakesperiana:

Rodrigo e Fernanda, donos da casa que eu alugo, pessoas muito legais.

Sra. Adi, gerente da administradora predial que deveria cuidar da minha casa e com certeza aparentada com o demônio.

Auxiliadora Predial: Administradora predial condecorada e certificada em todo o Brasil. Causadores da minha insônia e lar da Besta Fera.

O email abaixo acaba de ser enviado. Copiando todos os protagonistas.

Rodrigo e Fernanda,

Estou enviando este e-mail porque a situação chegou ao ridículo.

No dia 27 do mês passado eu enviei um email a Sra. Adi avisando que eu recebi uma conta de água de R$ 1.000,00 e que a casa devia estar com algum vazamento, pois normalmente eu não gasto nem a taxa mínima de consumo. Só para se ter idéia esta conta foi de 100 metros cúbicos de água. O que são 100.000 litros de água. Sim cem mil litros de água, ou seja 40 piscinas olímpicas de água potável. (mais…)

Jazz the Glass – The Pirate Surf Movie

28 jan

 

Depois de quase uma ano de espera, finalmente estreou na california e agora está fazendo tour pelos EUA. Tomara que não demore para sair em DVD!

Muito falado e divulgado por todos, recebeu elogios de grandes diretores como Thomas Campbell e Dana Brown

Um misto de surf, jazz e dublagens a lá Hermes e Renato. Incrível!!!

A stoke films produz estes filmes com baixo orçamento, são obras primas do lado B do surf. Contra cultura que flerta com o trash, ao estilo Ed Wood de cinema. São Geniais!!!    www.stokefilms.com

Para quem ainda não conhece recomendo tb o já clássico Invasion from Planet C. A história de dois alienigenas quem vem a Terra em busca da Stoke (fissura) perdida. Pegam altas, conhecem gatas e fogem da polícia, incrível!

www. invasionfromplanetc.com

Di

O Melhor da Minha Vida

9 nov

get 2 

São 4:02 am. Acabei de voltar do melhor show da minha vida! Quando saí de casa para o Terra 2009 nunca poderia imaginar que tudo isso ia acontecer. Com certeza uma noite daquelas pra guardar, pra contar pros filhos e netos, tomando cuidado para não dar mal exemplo!!

Estávamos vendo o show do Sonic Youth já num lugar ótimo, na frente da torre de som. Quando o show acabou, o grupo em que eu estava se dividiu. Fui o único que fiquei para o Show do Iggy Pop, todos os outros foram ver os Things Things. Com o término do show consegui encurtar a distância para o palco pela metade numa boa, estava muito tranqüilo. Depois de uma meia hora de espera, começou e aconteceu. Acho que desde os meus 16 ou 17 anos que eu não passava por esse tipo de experiência, mas isso foi mais, muito mais!

O Iggy e os Stooges entraram no palco de repente. Foi quando um rio de pessoas se formou. Eu estava perfeitamente alinhado com o microfone (e se não estivesse, acho que nada disso tinha rolado).  Era a exata sensação de estar preso numa correnteza muito forte, onde nadar contra era impossível e impensável. Antes do final da primeira música, não sei como, desafiando todas as leis da física, eu já era a quinta pessoa antes da grade que separa a imprensa do palco. Ou seja, no máximo a uns 15 metros do palco, sem fazer o menor esforço. Tinha passado o Point Of No Return. Agora era curtir. (mais…)

Eis que nasce a Malibu Model

20 ago

Demorou, demorou muito mas valeu cada segundo da espera.

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Como tinha postado aqui, comecei o projeto da minha primeira prancha, primeira idealizada e produzida por mim, no começo de maio. Passei mais ou menos 3 semanas refinando e reprojetando. Joguei tudo fora e comecei de novo pelo menos umas 5 vezes. Tinha que estar perfeito, sem nenhuma concessão ao conceito. Uma prancha clássica, nose rider, direto do tunel do tempo da califórnia dos anos 60. E foi o que eu consegui, ficou incrivel!

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Com o projeto na mão, entrei na sala de shape. Foram 2 dias inteiros shapeando a prancha. Optei por fazer a prancha inteira na mão, sem ferramentas elétricas, queria ter o feeling da coisa. Mas não recomendo, desbastar um bloco 10’4” inteiro não mão, é muito, muito trabalho, com certeza zerei alguns karmas no processo. (mais…)

Da Cat – All For a Few Perfect Waves

28 mai

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Chegou depois de 20 dias de espera a biografia do Miki Dora em casa. Incrível a expectativa que este livro criou em mim e a felicidade que gerou com a chegada dele.  Abri o livro tirando as 5 camadas de proteção do frete aéreo que nem uma criança no natal. Me bateu uma lembrança muito louca dos meus 14 anos, esquecida a muito tempo, de quando chegou doaté hoje na parede de casa. Não tive coragem de deixar ela morrer.

Tinha encomendado o pranchão com o Pastor, demorou umas duas semanas para convencer ele para fazer a prancha do jeito que eu queria: ” Po compra uma prancha minha numa loja ai em São Paulo” eu ouvi dele umas 10 vezes. Mas eu queria a prancha como eu queria, veio exatamente assim, realmente a concretização de um sonho. Até hoje as melhores ondas da minha vida foram em cima dessa prancha. 

A prancha demorou um mês para ficar pronta e chegar em São Paulo. Veio de avião, igual o Miki, e lembro de ir pegar ela no galpão da Varig em congonhas com meu pai envolta em tb, umas 5 camadas de papelão e borda bloco. Colocamos ela no teto, e fui par casa imaginando como ela era, se era tudo o que eu esperava. Era mais.

Só um adendo: é ridículo o preço de livros no Brasil. Tentei comprar o livro por aqui, 90 reais de capa mole. Comprei pela internet nos EUA paguei menos de 70 reais com o fretepara o Brasil, um livro de capa dura, sobrecapa e ainda um plástico protetor, uma sobre sobrecapa.

A biografia do Miki chegou com a mesma expectativa. Estou na pagina 149 de 475 e até agora tem sido incrível, não consigo soltar o livro.  Sempre me identifiquei com o cara e agora com o livro, com a história na mão incrivelmente bem escrita, consigo ver com o que me identificava e com o que não.

Miki

Para começar o cara é húngaro (é pois é),  e veio de uma família completamente detonada. Os pais dele se separaram e mãe casou novamente com o Gard Chapin, um dos maiores surfistas da era pré malibu. E tb um puta de um louco, bêbado, violento e simpatizante do nazismo. Ele que ensinou o Miki a surfar, e teve uma puta influencia na vida dele.

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10’4” Agora Oficialmete em Produção!

27 abr

Depois de bastante tempo pesquisando e compilando desenhos e idéias finalmente comecei a produção da minha 10’4” Malibu Noserider.  Alguns de vocês ja estavam sabendo mas já a um bom tempo estou com esse projeto na cabeça e agora finalmente saiu do papel. O que me motiva é justamente a busca de uma prancha realmente clássica, feita para andar no nariz com tudo que tem direito. A intenção real era fazer uma 10’8” mas não existem blocos deste tamanho no Brasil. Aqui sempre foi dificíl conseguir uma prancha clássica, nós não temos essa cultura. Os shapers aqui não gostam de bordas redondas, single fins imensas e narizes largos. Os pranchões por aqui são muito mais performance. Vide o Phil Rajzman que bate um ollie 180º no pranchão. E fora o tesão e a satisfação de fazer você mesmo o objeto da sua fissura.

Eu comecei pelo final, pela quilha. Comprei a madeira Balsa (uma pequena fortuna), as ferramentas e fiz o design da quilha. Vai ser uma D shape de 12 polegadas de altura por quase 12 poegadas de base, e com largura de 3/4 de polegada. Um verdadeiro monstro,  mas totalmente condizente com o tamanho e a proposta da prancha. Descobri que não é o tamanho da quilha que deixa uma prancha dura mas sim seu posicionamento.

Quilhas

 Vou postando as fotos conforme a coisa for andando. Devo fazer o shapear a prancha em si daqui a umas duas semanas.

 

Di

Destruição Criativa

10 mar

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Estou vendo Sprout pela milésima vez,  e com o computador no colo comecei a pesquisar na net alguns surfistas. Um dos caras bem interessantes do filme é californiano Alex Knoost. Inclusive tem um extra dele no Sprout bem legal. O cara é um puta noserider e fun surfer com qualquer equipamento. O cara é meio Freak meio Underground e meio Estranho tb. Para mim ele é um exemplo claro que a cultura surf esta novamente se reinventando, uma coisa meio Schumpeter mesmo, de destruição criativa.

Depois do boom de surfistas que nós tivemos nos últimos 20 anos no mundo e no Brasil também, acho q o nosso grupo se cansou de nós mesmos. Quando eu comecei a surfar, ainda existia um certo preconceito com os surfistas e isso era uma coisa boa. Éramos os outsiders, nos vestíamos diferente, falávamos uma língua estranha e tinha gente que achava que éramos perigosos e alguns de nós eram! Tinha um puta orgulho disso do alto dos meus 14 anos de idade! Eu tinha a minha identidade. Eu era um surfista! Tinha uma tia que achava um horror. (mais…)

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