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O refúgio dos covardes

25 jul

Esse é um post sobre saber escolher. Acima de tudo, escolher estar na água. Mas também sobre a vida e as outras escolhas.

Meu primeiro longboard Neco Carbone foi um caso de amor instantâneo e irremediável.

Por 7 anos ela foi a prancha perfeita. Até que começou a mudar (ou será q fui eu?).

“Bem que ela poderia ser de epóxi. Mais leveza ia dar uma pegada mais progressiva… E bem que ela poderia ser um pouco mais rápida… E melhorar um pouquinho o concave da rabeta e bla bla bla”…

Levei a prancha a outro shaper bacana, o Daniel Aranha. Fizemos um scan minucioso na prancha. Nenhuma medida podia se perder. Aquela encarnação iria fatalmente sucumbir ao tempo, mas eu estava apegado. Cada assinatura do shape tinha que ser registrada pra não se perder.

Eu ia fazer o transplante da alma da prancha que eu amava, para um corpo novinho.

E foi aí que começaram os problemas. (mais…)

É na fronteira que eu me defino

28 out Mauricio Domingues

Mauricio Domingues

Num desses jantares onde a gte acaba falando da vida, conversando com o Di batemos numa tradução certeira desse tempo que estamos vivendo. “A gente se define na fronteira”. A nossa co-existência em dois lugares, dois estados de espírito, dois universos pra onde ir e de onde escapar, é o que parece nos definir de forma mais característica. É um tipo de co-presença especial, sem matizes, sempre em transição, sem tirar a mão da chave “on/off”.

A cabeça e o corpo nunca parecem estar no mesmo lugar. Se estamos aqui, já estamos sonhando com lá. Quando chegamos lá, já descobrimos que precisaremos voltar pra cá. Ou pra contar a história, ou porque sacamos que não pertencemos ao mundo do lá, ou do aqui. Pertencemos à transição. Fugir é o ato de transformar a prisão de agora no refúgio pra onde retornaremos amanhã. É um processamento que fazemos por dentro.

Acho q na verdade essa transformação é a razão da fuga-retorno. Precisamos dela pra renovar o olhar sobre aquilo que deixamos do outro lado da fronteira. É mudando de lugar que gte muda o significado do ponto de partida e de destino. É a periódica lavagem das calçadas.

Trazendo as coisas mais pra esse planeta: acho que de tanto falarmos em “fazer” bate-volta, acabamos construindo um aprendizado, de que na verdade “somos” bate-volta. (mais…)

As coisas mais importantes são as que ninguém ensina

28 abr

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A vida civilizada deixa pouco espaço livre para a criatividade. Estamos sempre pisando nas pegadas abertas por alguém. Não há nada que já não tenha sido previamente classificado: se vc viaja pra longe, vai dormir no quarto que alguém construiu pra ser dormido por muita gente, e repete a história de cada cretino que já dormiu ali. As estradas já estão abertas há tempos. Os picos de surf, então… E aquela música que vc ama, também foi composta pra ser um produto feito sabão em pó. Uma multidão já ouviu tb. A toda hora é aquela sensação de deja vu. Descobrir que o Tyler Durden já passou por aqui.

Somos gado andando entre as opções de baias do frigorífico. Vamos de uma à outra. Graminha aqui, ração ali. Aí enjoa, e vamos à próxima. Cuidado pra não entrar na fila do abate. (mais…)

Em tempo, surfe.

29 out

Poderia discorrer muito sobre o tema e algumas histórias pessoais para contar, mas acho que nem tem muito o que escrever, só admirar, agradecer e aprender. Reflita. Surf é vida.

Veja esta matéria realizada pelo programa Mais Você, da rede Globo, neste link.

abraço e boas ondas!

Felipe

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