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PORQUE JÁ ESTÁ NA HORA

18 nov


arte: @danillocardoso

Porque já está na hora de entrar no mundo full HD, a civilização quer que você compre um home theater novo. E ela quer que você fique confortável, seco e em temperatura agradável. Tipo assim, no sofá de casa.

Ela também quer que você troque de carro, porque já está na hora de ter um carro que diga quem você realmente é (?), e de sentir cheiro de carro novo durante o engarrafamento que você pega diariamente.

E não tem problema ficar engarrafado, porque já está na hora de você ter aquele smartphone pra te anestesiar de tudo e todos à sua volta.

A civilização quer que você saiba se vestir pro próximo evento imperdível, porque já está na hora de ser descolado. E ela quer que você compre tênis novos, porque já está na hora de você se vestir como um adulto.

A civilização vai te premiar se você escolher pela quantidade e nao pela qualidade dos amigos. Quanto mais contatos, mais vida social. Quanto mais vida social, mais contatos. Ela vai te dar muitos eventos para ir, para os quais você terá q comprar novas e melhores roupas, porque já está na hora de se vestir melhor para freqüentar altas rodas. E pra receber as pessoas, tá a hora comprar um sofá novo. Ou reformar a cozinha, ou a Ap inteiro. Porque já está na hora de você ter a casa que sonhou.

A civilização quer que você gaste mais tempo, enfim, com a civilização. Quanto mais você a alimenta, mais ela aumenta o apetite por devorar o seu tempo, as suas prioridades e, sobretudo, o seu senso de simplicidade.

Ela quer que você se preocupe com a próxima coisa a comprar ou fazer. Porque já está na hora. Por isso ela vai te premiar com o doce esquecimento de que o seu corpo está num irremediável processo de deterioração, até a hora em que já está na hora de ir pro caixão.

Já está na hora de você saber fugir da civilização de tempos em tempos.

E quando cogitar fugir, lembre-se: ela existe mesmo, é pegajosa, assume as mais traiçoeiras formas, e vai fazer de tudo pra você não escapar.

NÃO dá mais!

22 out

Caros surfistas,

Está cada vez mais difícil ir surfar no litoral de São Paulo.

E não é só no SUL não, é no NORTE também.

Este ano fui FURTADO 3 vezes na praia enquanto surfava.

A 1ª VEZ / MARÇO / Praia das Astúrias no Guarujá

Era uma terça feira, o Galhetão funcionando bem!

Perdi: Black Berry, iPod 80G, carteira, documentos, talão de cheques, óculos, mochila, roupas, equipamentos, RG.

Obs* Escondi o Black Berry e o iPod no lixo mas não adiantou.

Reconquistei: Black Berry, carteira, documentos, óculos, mochila, roupas, RG.

Desencanei: iPod, talão de cheques.

A 2ª VEZ / JUNHO / Praia da Baleia em São Sebastião

Era um sábado de frio e sol, com ondas de até 2M na série.

Perdi: Mochila, Skate Longboard, documento do carro, óculos, roupas, controle do carro, carteira de motorista e capa de prancha.

Obs* dessa vez o Black Berry e a carteira foram escondidos em um lugar melhor e deu certo.

Reconquistei: mochila, óculos, carteira de motorista, skate, capa de prancha, controle do carro.

Desencanei: roupas

A 3ª VEZ: Outubro / Praia da Enseada no Guarujá.

Hoje, quinta-feira / 22 de outubro. Dia de sol, terral, e 1 metrão de onda, com meu chefe e mais um amigo na água.

Perdi: mochila, roupas, óculos de sol, documento do carro, as chaves do meu carro, celular, chave de casa, equipamentos.

Recuperei: até agora as chaves do carro que foram encontradas pela Polícia mas estão no Guarujá.

Obs* Pagamos R$10,00 pro guardador de carros

Se você têm o memso problema que o meu, e também perdeu seus documentos do carro, clique AQUI para ver como tirar a 2ª via.

Vamos ficar espertos galera..

Infelizmente no litoral de SP, façam BATE-VOLTA apenas se tiverem uma garagem pra estacionar o carro ou um ESTACIONAMENTO.

Não deixem carro na rua, nem confiem em guardadores. Você pode se dar mal como eu.

Agora preciso ir pq a seguradora veio guinchar meu carro e me levar pra casa.

Abraços

Felipe Baracchini

Nós e os Gringos no site da TRIP

24 ago

Hoje pela manhã os autores deste blog tiveram uma grata surpresa. Fomos mencionados em uma matéria no site da Revista Trip sobre blogs que abordam mais que apenas campeonatos e os atletas envolvidos.

publicado em 23.08.2010 | Texto por Diogo Rodriguez

O fato curioso é que somos o único blog brasileiro dentre os 5 selecionados pela matéria, o que nos deixou muito orgulhosos, claro. Somos só um pedacinho desse universo que cria e propaga conteúdo sobre o surf e tudo aquilo que permeia esta gloriosa prática.

É isso ai, confira a matéria na íntegra AQUI NO SITE DA REVISTA TRIP.

Grande abraço a todos!
Bate-volta.com
@blogbatevolta

COMO ESCAPAR RÁPIDO PRA PRAIA NO FDS – PARTE 2

3 ago

A segunda parte das lições que aprendemos tem a ver com outras variáveis: timing, balada, carro, compras, prancha. Se você seguiu as duas primeiras dicas, e decidiu viajar, seja safo e use um pouco do tempo da semana pra se preparar. Com poucos minutos de preparo, você dribla dores de cabeça e atrasos.

3. COMO DIZER NÃO PARA AS BALADAS DE FIM DE SEMANA
Quando receber um convite que vai embolar o FDS, pense bem ao dar aquela resposta: “vamos ver…” Tente responder os convites sem evasivas. Ou aceite ou não aceite. Mate o mal pela raiz. Não alimente a regra do “SE”.

4. O MAIOR ALIADO DO SEU FIM DE SEMANA É A QUINTA-FEIRA
Use a noite de quinta feira. Você só precisa de meia hora. Dá um pulo no posto pra abastecer o carro, separe umas roupas. Se precisar comprar comida, já resolve isso rápido. Descubra o prazer de chegar no trampo sexta de manhã já com tudo pronto pra partir pra praia.

O bom da quinta não é só a preparação. É poder descobrir com antecedência se você esqueceu algo.

5. FAÇA ESSE SURF-CHECKLIST
Veja a previsão e já marque a prancha que você vai levar. Tire 5 minutos pra fazer esse checklist de equipamento:
- neoprene/lycra
- quilhas
- chavinha de quilha
- leash
- parafina
- protetor solar
- fitas

Se for bate-volta, acrescente esses items:
- pense no lugar pra deixar a chave do carro
- leve a muda de roupa do trabalho
- 1 garrafa de água doce pra se lavar
- alguma coisa pra comer no carro na hora de voltar
- $ do pedágio da volta

Se você bobear no checklist, vai gastar o tempo da escapada fazendo uma escala.

O nosso amigo Mau resolveu isso de um jeito bacana: ele tem um tupperware gigante onde ficam todos os trecos de praia. Ele simplesmente leva aquilo de um lado pro outro. Nunca esquece nada.
(mais…)

Como escapar rápido pra praia no FDS – PARTE 1

30 jul

Todo mundo já sentiu, na hora da fuga pra praia, aquela força magnética da cidade te arrastando de volta. Pendências de última hora, compromissos socias, namorada, cachoro, gato, equipamento, carro. Depois de várias trips atrasadas, adiadas e inviabilizadas, juntamos 10 lições que aprendemos sobre como escapar mais fácil e rápido da cidade.

As 2 primeiras dicas são sobre você. Sobre a postura certa pra fazer a trip acontecer. O resumo é: tome uma atitude.

Não espera, vá!

1. DECIDA, NÃO ESPERE A PREVISÃO DECIDIR POR VOCÊ

Não espere pra definir de última hora se você vai viajar ou não. Essa é a regra do “SE”. É sempre melhor dizer “eu vou” do que ficar no “SE tiver onda”, “SE fizer sol”. Se você alimentar a regra do SE, vc aumenta as suas chances de se enrolar. Melhor decidir e se planejar e depois desmarcar de última hora, do que ficar no “SE” a semana inteira.


2. DECIDA, NÃO ESPERE SEUS AMIGOS DECIDIREM POR VOCÊ

As pessoas são tão imprevisíveis quanto o tempo e as ondas. Então, decida que vai viajar, e avise seus amigos. Mas não deixe a viagem depender da presença deles.

Lembre-se: se você decidir primeiro, as pessoas terão uma viagem certa para aderir, ou não. Se você não decidir de cara, não vai ter viagem certa em nenhum momento, e a probabilidade do povo desanimar ou se enrolar é maior. E cuidado com programas de galera. Quanto mais gente, mais variáveis pra te segurar na cidade.

Daqui a alguns dias continuamos com as dicas, envolvendo outros assuntos cruciais pra garantir o surf feliz de fim de semana: equipamento, carro e namorada!

Aloha!

[LEIA AQUI A PARTE 2 DO POST]

O boletim das ondas

12 jun

texto de Danillo Cardoso

Vocês já pararam pra pensar em quem tira as fotos do site Waves? Pois é, eu parei. Você deve estar achando que é a profissão dos sonhos de qualquer surfista. Mas eu acho que deve ser bem diferente.

O cara tem que acordar cedo todo dia, mesmo se for para uma balada no meio da semana. Porém, o cara pode forjar o boletim e colocar fotos de arquivo, ou simplesmente falar que estava com problemas técnicos na câmera ou no computador. Fácil.

Imagina o cara que tira as fotos da Praia Grande. Repara que ele nunca deixa um comentário. O cara deve ficar puto todo dia. Além de morar na Praia Grande tem que acordar cedo e dar o boletim das ondas. Que ondas? (mais…)

Vagas coincidências

13 abr

Terça-feira, 13 de abril. Apesar de um dos maiores swells de Sudeste de que se tem notícia ter passado pela costa bem no final de semana, só hj consegui uma brexa para descer a Serra e surfar o que restou de balanço. Foi bom por juntar os amigos e prestigiar a visita do Gui Wanna, que está amargando o flat e os tiburones da Flórida!

As coincidências que marcaram esse swell com o já lendário swell da páscoa de 2009 foram simétricas! Duas verdadeiras bombas históricas, acordando picos por todo o litoral de SP e RJ. As duas tiveram uma janela entre os dias 9 e 12 de abril, as duas bem na semana do meu casamento. Se ano passado estava no interior agilizando os últimos detalhes do casório, esse ano o trabalho e as comemorações de 1 ano conflitaram com a mega ondulação. Mas dessa vez não exitei em quebrar a fissura aos 45 do segundo tempo! Nesta manhã surfamos pequenas, porém boas valinhas no Tombo, com direito a nascer do sol, água quente, o oi da amiga tartaruga e pouco crowd! Pra quem estava a quase 1 mês sem surfar, valeu e muito!

A queda tb foi bem interessante pois tive a oportunidade de testar um pouco mais a 6’6 diamond tail single fin do Di. Um shape diferente, larga e bojuda, mas que andou bem nas valinhas e deu pra ter uma idéia de como uma single fin se comporta! Recomendo o teste!

O bate foi bom, reuniu os amigos e a single fin funcionou. Só espero que em 2011 o swell do ano não acerte o dia 11 de abril novamente!

Abs!
felipe

É na fronteira que eu me defino

28 out Mauricio Domingues

Mauricio Domingues

Num desses jantares onde a gte acaba falando da vida, conversando com o Di batemos numa tradução certeira desse tempo que estamos vivendo. “A gente se define na fronteira”. A nossa co-existência em dois lugares, dois estados de espírito, dois universos pra onde ir e de onde escapar, é o que parece nos definir de forma mais característica. É um tipo de co-presença especial, sem matizes, sempre em transição, sem tirar a mão da chave “on/off”.

A cabeça e o corpo nunca parecem estar no mesmo lugar. Se estamos aqui, já estamos sonhando com lá. Quando chegamos lá, já descobrimos que precisaremos voltar pra cá. Ou pra contar a história, ou porque sacamos que não pertencemos ao mundo do lá, ou do aqui. Pertencemos à transição. Fugir é o ato de transformar a prisão de agora no refúgio pra onde retornaremos amanhã. É um processamento que fazemos por dentro.

Acho q na verdade essa transformação é a razão da fuga-retorno. Precisamos dela pra renovar o olhar sobre aquilo que deixamos do outro lado da fronteira. É mudando de lugar que gte muda o significado do ponto de partida e de destino. É a periódica lavagem das calçadas.

Trazendo as coisas mais pra esse planeta: acho que de tanto falarmos em “fazer” bate-volta, acabamos construindo um aprendizado, de que na verdade “somos” bate-volta. (mais…)

Bate-volta Verde

21 set

Fala galera,

bate-voltaNão sei se vocês leram a folha nesses dias, mas saiu uma reportagem muito legal sobre um grupo de ciclistas (pedal verde) que saem para andar de bike por São Paulo todo domingo de manhã e vão plantando árvores pela cidade. Eu achei a iniciativa fantástica, aliar o esporte com preocupação com a natureza. Parabéns!

De vez enquando eu dou uma de ciclista também e faço umas trilhas e tal. Mas sempre que penso em pedalar em São Paulo penso na mistura dos gases dos escapamentos de caminhões e ônibus com o ar do meu pulmão. E aí minha vontade diminui consideravelmente. Confeço que nunca fiz nada pra tentar mudar essa situação, diferente desses caras do pedal verde.

Bom, visto isso fiquei pensando em como nós surfistas poderiamos fazer alguma coisa para contribuir na melhora do meio ambiente também. Alias surfistas deveriam ser totalmente focados nisso, pois o surfe depende 100% da natureza e ainda não existem ondas artificiais perfeitas. Surfe não é igual a tennis que é só construir uma quadra e sair jogando. Se os surfistas não estiverem em sintonia com o meio-ambiente, acabou o esporte.

E ai, a grande pergunta:

Como os bate-voltas podem  se tornar bate-voltas verdes?

Abs

gui+salgado

SoCal 2 – Sir, you missed your flight

4 set

transito23Depois de vários dias de atraso, muito trabalho e finais de semana NÃO surfados, finalmente cheguei onde queria estar. No congestionamento da marginal Tietê.

Parece estranho, mas sempre que tenho alguma viagem pra fora do Brasa marcada, fico pensando: “não vejo a hora de estar parado na marginal a caminho do aeroporto”. O normal seria pensar mais à frente, em chegar no destino final, ou qualquer outra coisa, mas é sempre a marginal e o trânsito. Não sei ao certo o por quê desse desejo, mas aos poucos estou concluindo que, morando em uma cidade como São Paulo, onde normalmente enfrento 2h diárias de trânsito (na melhor das hipóteses), aquele momento a caminho do aeroporto chega a ser o melhor trânsito que posso enfrentar ever, pq eu vou viajar porra! O que não deixa de ser um tipo de sequela mental de quem mora em São Paulo, ou efeito colateral da vida-loca que levamos aqui.

Depois de muito refletir, cheguei a conclusão óbvia de que preciso viajar mais, pelo menos 1 vez por mês. Muito fácil. Mas ai pensei mais e mais, e pensei mais um pouco até que cheguei na seguinte reflexão: se uma viagem é capaz de mudar meu estado de espírito, mesmo num trânsito da porra, sob chuva, rio Tietê esbanjando seu odor letal, e caminhões que parecem se multiplicar em mitose e meiose desordenada, peraí, eu consigo viver melhor em São Paulo, mesmo pegando trânsito todos os dias! É só enganar o meu cérebro, e ele faz o resto.

- Do you want something to drink sir?

- Yes! I’d like a beer please!

Pronto, o trânsito passou rápido, e  lá estava eu voando pra Califórnia. Como num piscar de olhos.

Esse ano tive a oportunidade de visitar a califa duas vezes a trabalho, o que por um lado é sensacional, e por outro não. As viagens são curtas, e a responsabilidade pode ser assustadora, pois você tem uma missão a cumprir, e a falha tem que ser descartada. Só sei que nas duas vezes eu pensei: cara, preciso voltar pra cá, mas de férias, sem nextel, sem email, e sem missões.

Pra vocês entenderem um pouquinho melhor, vamos voltar ao avião, um boeing 777 da American que voava de São Paulo pra Dallas, no Texas. No compartimento de cargas, uma caixa enorme de madeira, contendo 16 obras de arte surf, dos mais renomados artistas dos EUA, e no meu colo, uma folha de papel para estrangeiros, uma caneta BIC, e uma quantia bem alta de dólares sendo preenchida na lacuna “bens a declarar”.

Uma das obras de arte que estava na caixa

Uma das obras de arte que estava na caixa

Depois de umas 10h de poltronas estreitas, e um pouco de tensão com o desmaio de uma passageira em pleno vôo, entrei na fila onde todos desejam a mesma coisa: o carimbo de ADMIT.

Como estava carregando as obras de arte, sob um processo de importação temporária, sabia que poderia tomar uma canseira na hora de falar com o oficial da alfândega, que se quiser, te manda de volta pro avião sem problema algum. Fui o primeiro, e meus outros dois amigos ficaram apenas observando. Depois de algumas perguntas, um deles já tinha conseguido o carimbo, e passou por mim. Depois de algumas caras feiras, e mais perguntas, o outro, também conseguiu o tal carimbo, passou por mim, e ali perto ficou me esperando. Mão no telefone, e reforços a caminho. Quando o segundo oficial estava chegando pra me fazer mais algumas perguntas, ele simplesmente olhou pro meu amigo, e em tom de ordem, disse: GO!

É, pensei, mais pessoas VÃO com VISA! Era um sinal…

ADMIT! Espremido, mas saiu…

Aeroporto internacional de Dallas Forth Worth - Huge

Aeroporto internacional de Dallas Forth Worth - Huge

Agora era só pegar o avião pra Los Angeles, ou não. Resolveram abrir a caixa e revistar as minhas coisas. Nessa hora o Mau e o Vasco já tinham seguido pro portão de embarque. A caixa, tinha 12 parafusos fechados com pistola na tampa, pra dificultar mesmo, e tentar vencer pela preguiça o sujeito que quisesse abrir a caixa. Quando me disseram que não tinham a tal pistola pra desparafusar, pensei, estou liberado. Mas não é que o cara me saca um canivete do bolso e resolve girar parafuso por parafuso, e depois  tirar obra por obra com a maior tranquilidade, conversava comigo e tentava entender por que diabos eu levaria uma caixa daquelas pro Brasil…

Minutos depois, o local de Newport Beach (como ele foi parar no aeroporto de Dallas?) se mostra satisfeito com a inspeção e torce novamente os parafusos no sentido oposto. Foi quando ele olhou no relógio, depois pro meu cartão de embarque, e finalmente pra mim com um sorriso no rosto, e disse:

- Sir, I guess you missed your flight! NEXT!

Nessa hora eu só imaginava meus dois amigos sentados na janela do avião, tomando alguma coisa e comentando entre eles sobre os campos de baseball, as freeways, e que eu tinha me fodido pelo jeito.

O próximo vôo pra LAX não deveria demorar muito, mas o problema é que já tínhamos um esquema de traslado direto pra San Clemente, e esse meu atraso ia complicar um pouco as coisas. Segui em direção ao portão C23 e no meio da muvuca, lá no fim do corredor, avistei dois sujeitos pedindo informação, que me imbutiram aquela sensação “do I know you bro?”

Amigos são assim, se você perde o vôo, eles também perdem.

Um abraço

Felipe Baracchini

(Ovelha)

* continue a leitura em breve no post:  SoCal 3 – The Gueto

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