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Endless Happiness

3 mai

por Danillo Cardoso

Adolescente rebelde, incontrolável, playboy internacional, esbanjador, abusivo, com fama de “Príncipe Decadente”, com uma vida de pompa e luxúria, despesas astronômicas de um estilo de vida milionário, que experimentava drogas de todo o tipo, caçava, fazia constantes incursões em jato particular a Jeffrey’s Bay e alimentava uma enorme atração pelo sexo feminino.

Se você se encaixa nesse perfil, me deculpe meu velho, mas perante a mídia e a sociedade de hoje, e acho que de sempre, você é um monstro egoísta e egocêntrico.

Viver 100 anos cuidando do corpo ou 20, 30 se auto-destruindo? Poupar e investir todo seu dinheiro ou viver para torra-lo? Ser um cara bonzinho, simpático e adorado por todos ou amado por poucos e odiado por muitos? Casar, ter filhos e criar uma familia ou viver solteiro livre no mundo? Passar a vida escondendo o que você gosta ou é, ou assumir e dar a cara pra bater?

É meu amigo a vida é como uma onda. Totalmente imprevisível. Não existe uma fórmula, um caminho. A vida é mutável e como a onda você tem que constantemente se adaptar a ela, senão toma uma vaca feia. Mas sem se esquecer do que é e do que quer, sempre.

Esse aí do primeiro parágrafo foi Bunker Spreckels. Herdeiro de uma das maiores fortunas dos EUA. Neto de Claus Spreckels, criador e dono da indústria havaiana do açúcar e dono de uma das maiores fortunas do U.S.A. e ainda, enteado de Clark Gable (“E o Vento Levou”).

Muitos podem criticar tudo isso que ele fez. Mas será que você é mais feliz do que ele foi? Será que você contribuiu com a história do surf ou de qualquer outra coisa, mais do que ele contribuiu?

Apesar de tudo, era dedicado e obsessivo, contribuiu para a história das pranchas ao ajudar a criar e desenvolver os rails caídos (down ou tucked-under), uma característica de shape que perdura até hoje. Também foi um dos pioneiros das shortboards, surfando modelos tão reduzidos como 4’8” em ondas muito acima dessa medida, e testando as mais variadas combinações de curvaturas de fundo e configurações de bordas. Foi um dos primeiros a dropar as temidas direitas de Backdoor numa altura em que surfar Pipeline ainda era considerado coisa para poucos.

Talvez pela imposição da sociedade e da mídia em criar um mundo perfeito e chato, o seu documentário não tenha sido lançado até hoje.

Tanto na vida como no surf, não existe certo e errado. Apenas escolhas. Você já fez a sua? Nunca é tarde para fazer uma nova escolha.

Quer saber mais sobre Bunker Spreckels (1949-1977)? Vai lá, entra nos links abaixo e repense sua vida.

http://www.bunker77.com/

http://www.guardian.co.uk/sport/2007/oct/28/features.sport9

http://aeiou.surfportugal.pt/multimedia.aspx?channelid=7074BCB7-2794-48BF-8193-10F75B5C2395&contentid=85E84EFD-28B8-4677-A372-B1665890BC8B

http://www.youtube.com/watch?v=Jp8Co0XCVII&feature=player_embedded#at=164

http://barstory.blogspot.com/2007/10/bunker-spreckels.html

Surf e pipoca

14 set

Eu sei, eu sei, pirataria não é legal mas ninguém aqui ta querendo ganhar $ com isso. Juro que se tivesse sessão nos cinemas desses filmes eu iria! Encare como uma forma de propagar a cultura, do surf no caso!

A dica é simples e muito boa. Pode preparar aquela pipoquinha de panela classe “A” pq na tela vão rolar altas!!!!

http://www.surfmovies.org/

Enjoy!

Drifter

19 nov

Junto ao meu bom amigo Ovelha, vulgo Felipe Baracchini, eu consegui assistir The Drifter há mais de um mês atrás, até mesmo antes da pré-estréia mundial. Como um bom amante de cinema, e de surf, eu não podia deixar essa passar…Mas vendo antes da maioria ou não, The Drifter é um realmente um daqueles filmes imperdíveis, e merece ser visto na tela grade.

Rob Machado é um surfista especial, fora ou dentro do mercado ou da água, o que mais marca é sua simplicidade, e estilo inconfundível. O filme estrelado por ele, interpretando, bem, acho que ele mesmo, fala exatamente sobre isso, sair do familiar sozinho deixando o conforto de lado e ir atrás do desconhecido. Até aí, nenhuma novidade, buscar a “alma” tem sido o foco da maioria dos produtos relacionados ao surf, e surfistas que estão fora do tour e competições tem ganhado cada vez mais valor e atenção do mercado.

Muito além disso, The Drifter inova, constrói uma ficção quase documental sobre a fuga de Rob, podendo ser contemplada até mesmo por pessoas não familiarizadas com o Surf. Segundo o Diretor Taylor Steele, ele realmente passou muito tempo sozinho, até mesmo acampado longe da equipe em alguns momentos, viveu algumas das situações que depois foram reproduzidas e filmadas. A busca de Rob se inicia em Bali, onde percebe que ali a força do surf já virou produto e os line-ups e bangalôs já abarrotados criam uma atmosfera menos mágica do que se pensa sobre o lugar. Saindo de Bali, aluga uma moto para dirigir sem destino, com somente uma mochila com barracas e pranchas (ridiculamente pequenas). Vive sozinho, interagindo com os locais, onde, sem nada, se sente mais livre que nunca. O filme tem cenários incríveis, captando bem lugares da Indonésia desconhecidos. As cenas de Surf não são massantes e não são maior parte do filme, são poucas e intensas. Tubos e tubos em cima de uma minúscula 5’6 (ou algo bem perto disso) com trilhas sempre pertinentes. A produção é fantástica, fotografia impecável, qualidade de imagens de altissímo nível, já que o filme foi filmado em grande parte com as câmeras RED, uma das últimas tecnologias em câmera de cinema digital.

O diretor Taylor Steele começou pequeno, fazendo filmes de surf com baixissímos orçamentos, acreditando em caras que não eram os maiores (como o próprio Rob) e finalmente chegou aqui, onde Steele passa a ser um diretor de cinema, conseguindo parceria com a gigante Warner Bros, celebrando um dos maiores surfistas da atualidade e fazendo um ótimo produto, com surf como tema, mas mantendo o que ultimamente todo mundo quer ver, “soul surfing”.

Bom Feriado, abraço!
Mau

Vasconcellos, Machado, Ovelha, Mau (eu).

Vasconcellos, Machado, Ovelha, Mau.

Um jurado surfista no Festival Osklen de Cinema

1 out

the_present
Eu descobri que o surf é um bicho do tamanho desse planeta, que troca de pele e cérebro todo ano. Se vc quer ter uma imagem clara do que foi esse bicho em 2009, eu RECOMENDO MUITO que você assista todos os filmes (de surf) da mostra de cinema do Festiv’Alma .  Esse foi um artigo que escrevi pra edição set/out da AlmaSurf , sobre a experiência de jurado no Festival Osklen de Cinema. Tks ao mestre Romeu Andreatta, Adriano VASCOncellos e ao meu irmão Felipe Barachinni.

 Aloha!  Zé Lucas

ARTE DO CONCEITO

Aqui na minha frente está, ou neste momento de leitura estava, o questionário do Festival Osklen de Cinema. Três páginas com algumas poucas e decisivas perguntas: “Em qual filme quebrou a melhor onda? Qual possui a melhor fotografia? A melhor trilha sonora? O melhor surfista?” E a definitiva: “Qual é o melhor filme de 2009?” (mais…)

2 Filmes

2 jun

1
180 South é o novo projeto dos Malloy, o objetivo é retraçar uma aventura feita por dois amigos em 1968 que sairam de Ventura, Califórnia desceram rumo sul, até a Patagônia, onde ajudaram na preservação do lugar que hoje é um parque ecológico de 2.000 acres.

2
Hanging Five documenta a vida e a arte de artistas como Wolfgang Bloch, Julie Goldstein e Alex Knost, mostrando o papel do surf na vida destas pessoas.

Ansioso pra assistir, e vocês?!

Abs
Mau

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