Fácil, independente e alto. Falar um pouco sobre essas novas bandas que vem jogando Demotapes e EP’s na rede, tem muito a ver com os sentimentos mais básicos da juventude, se comunicar e se expressar, não ficar parado e principalmente se divertir. A quantidade de novas bandas e novos selos é impressionante. Blogs de música publicam diariamente dezenas de novas bandas e com um pouco de tempo é possível fazer um catado de coisas boas de se ouvir. Obviamente deixa-se de lado a qualidade de estúdios e mesas de gravação para abraçar gravações em 4 canais, batidas eletrônicas, ou no melhor dos casos em estúdios baratos, porém com qualidade de produção admirável. Quanto menos instrumentos, melhor: mais barulho, menos interferências, mais fácil a produção. Duos e one man bands tem ganhado cada vez mais espaço fazendo shows na rua ou onde conseguirem tocar, e é exatamente isso, que faz com que a cena low-fi ganhe valor e respeito, mesmo agora que vem perdendo força. A gravação as vezes feitas por uma só pessoa, e distribuida em Fitas VHS que combina muito com a qualidade sonora tosca das gravações, o resultado soa autêntico e com intenções sinceras. As artes são feitas por artistas novos ilustrando bem a baixa amplitude da cena.
É isso o quê, numa era totalmente digital e sem personalidade, impressiona saudosistas de ruidos e imperfeições como eu. Deixe de lado aqui seus preconceitos com bandas experimentais e estranhas para ouvir muito barulho, distorções, melodias de baixa fidelidade com riffs grudentos e performances empolgantes. Essas 4 bandas são norte-americanas de diferentes estados, mas com algumas fortes semelhanças entre si. Todas têm cerca de 4 anos de vida e formação enxuta, que traz alguns talentosos músicos e compositores que podem ser vistos como promessas.
Dustin Payseur é o homem a frente da tranquila e melancólica Beach Fossils. Dustin fez as primeiras gravações com um gravador de 4 canais e um logic pro, gravando todos os instrumentos e escrevendo todas as músicas. Com belas melodias suaves e levemente psicodélicas tem 2 eps e um Lp lançados pelo ótimo selo Captured Tracks de NY. O primeiro LP que leva o nome da banda, é pra mim um dos melhores do ano, simples e bem feito, ótimo de ouvir do começo ao fim.
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Indo ainda mais fundo no barulho, um exemplo bem sucedido de música simples e autêntica, a banda que começou como projeto de quarto na casa dos país de Nathan Williams em San Diego, fala basicamente sobre ser vagabundo e experiências fumóficas. Teve o seu primeiro hit “So bored” em 2008 e conta hoje com dois ex integrantes da banda do recentemente falecido Jay Reatard(RIP) tendo seu último disco recentemente lançado pela gravadora Fat Possum, mesma de Black Keys, Dinossaur Jr. e The Walkmen. O disco “King of the Beach” marcou um crescimento significante da banda e foi tido como um dos destaques do ano por diversas mídias especializadas. Ótima trilha sonora pra encher a lata.
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Weekends é um duo de Baltimore formada por Brendan Sullivan e Adam Lempel que se alteram na guitarra e bateria. Muito barulho e amplificadores no talo, riffs de guitarra empolgantes e bateria suja. O recém lançado “Strange Cultures” é o primeiro LP da banda. É composts por muita distorção, efeitos de guitarra barulhentos e vocal gritado quase incompreensível, fazendo uma linha experimental que em alguns momentos lembra a frenética Lightining Bolt mais psicodélica. Diverte e empolga.
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Com só o disco Demo “A spit on the face of those who don’t want to be cool”, gravado caseiramente , The Beets é outra banda do selo Nova Iorquino Captured Tracks, vai ter seu primeiro disco pelo selo com estréia em Janeiro de 2011. Não parece uma banda séria, soa como se todos estivessem tocando bebâdos, mas o resultado é um som solto, batidas simples e vocal com muita personalidade. Esse video é a melhor gravação que já escutei da banda, e mostra que coisas interessantes estão por vir.
The Beets
Aumente o volume e aproveite a semana.
Um abraço!
mau





