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Quem não queria uma onda dessas? – Kauli SUP em Pacasmayo

3 ago

0062_KauliSeadi_Pacasmayo_01 from umi rough cuts on Vimeo.

Parado e quase nada

15 mar

O blog anda meio parado. E temos muito o que contar. Não refuto minha parte de responsabilidade. Mas ainda estou processando os aprendizados, se é que aprendi algo, com a surftrip a Punta Hermosa, Sul do Peru. Difícil escrever pois somos, aqui nesse blog, movidos a sonho. Criador e criatura da mesma alienação. E o que eu vivi foi uma realidade das mais cruas, e das menos ilustres.  Daquelas que transforma o visionário sonhador em ingênuo utopista em poucos segundos. Uma terra onde o sonho morre.

O Spinoza define precisamente a tristeza como uma inclinação negativa do conatus; como aquele encontro com o mundo que te tira energia vital, tesão pela vida. E foi assim q me senti. Depois de alguns dias ali, me vi triste. Esvaziado de energia.

Triste por mim, que me vi parte do problema do crowd de brasileiros que infesta as ondas do Peru. Perto e barato, lá capitalizamos da nossa rara posição de menos pobres. Surfei muito menos que esperava. E não pela falta de onda. O que eu vi me fez sentir constrangimento e vergonha.

Triste por aquele lugar tão simples e legal, estuprado por enxames de brasileiros desrespeitosos, alunos exemplares da lição imperialista que nos foi infligida. Nos disse o colonizador, e repetimos sempre q há oportunidade: – Viemos aqui para drenar o que a natureza oferece, comer suas mulheres e sua comida. Não viemos trocar. Não me toque. Fique ai do seu lado do muro, que eu fico aqui do meu.

Triste pelos peruanos, que de tão receptivos, tiveram que se converter em violentos e territorialistas, para não serem expulsos das suas próprias ondas. Triste também por outros peruanos, menos indefesos esses, que preferem alimentar o problema a perder seu ganha-pão, hospedando hordas de brasileiros.

Triste pelo Brasil, cuja imagem é a prova cabal de que não existem limites para o pior.

Triste pelos (alguns) brasileiros respeitosos e bem intencionados, que irão para lá surfar e vão apanhar. Que vão pagar – e já estão pagando – pelos frutos podres.

Lá, com cada gesto, tentei dizer aos peruanos que conhecemos que os brasileiros não são tão escrotos assim. Quanta ingenuidade.

No fim, voltar foi um alívio. Porque aqui não é melhor, mas pelo menos pudemos voltar a sonhar. Nem que seja em reabilitação.

Aos 45 do segundo tempo

15 fev

Post rápido pra contar as novidades antes da segunda metade da barca rumo ao Peru partir.

As pranchas ficaram prontas sexta feira, na data limite. Nem vai dar muito tempo para “curar”, mas vai assim mesmo. Elas ficaram lindas, 3 pranchas ao todo,  7’0, 9’0 e 9’3”. Duas do zé e uma minha. Olhem o resultado do trabalho que começou em nov/2009…

É isso, amanhã estaremos no Luisfer Surf Camp, na frente de La Isla pra quem sabe estreiar alguma dessas tablas! ¡Arriba el Peru! Y saludos a todos para um carnaval muito feliz!
boa noite…

Felipe

Carnaval Gone Surfing

9 fev

No carnaval os autores desse blog estarão viajando. Pra buscar inspiração, ou pauta, ou experiência — ou nada além de surfe — duas barcas felizes estão nos últimos preparativos, e vão sair em direção ao Oceano Pacífico nesse feriado. Uma parte rumo ao litoral do Peru, em busca das longas ondas de Punta Hermosa, com cada integrante munido do seu respectivo longboard tinindo de novo, além de algumas guns retrô e fishes.

Outra barca vai fazer uma aventura rodoviária até o Chile pra enfrentar água gelada e ondas grandes. Uma simetria meridional que vai narrar duas histórias da mesma ondulação, que já está programada pra atingir com força as costas do Pacífico no feriado e trazer altas ondas!

Muita onda, história pra contar e alegria pra nois!
Que Deus e Netuno abençoem todos os nossos rumos.

El silêncio

2 abr
tow

Na primeira onda surfada de tow-in, momento de relfexão

Todos já estamos cansados de saber quem inventou o tow-in, que foi uma “carona” da prática do snow, que os primeiros foram no Hawaii, etc etc etc… Eu pelo menos, já assistir vários filmes e li dezenas de reportagens sobre o big surf. 

É verdade, o big surf sempre me cativou. Sempre admirei esses caras. Agora, uma coisa é admiração e outra é superação. A barreira para deixar de ser um merrequeiro e se tornar um big rider é gigante. Eu mesmo, um puta merrequero (o maior mar que peguei foi de 3 metros) demorei pra começar a enfrentar os dias de onda boa e grande consciente da minha capacidade. Ainda estou muito longe para surfar bem essas ondas, e a vontade só cresce a cada dia.

Tivemos a oportunidade de ir pro peru pela segunda vez na semana passada. Ficamos novamente no Luiser em Punta Hermosa, e já chegamos sabendo o que iriamos enfrentar. No ano passado, pousamos em Lima junto com um swell de 15 pés se chocando contra todas as bancadas de Punta Hermosa.

Esse ano foi diferente. Chegamos lá bem antes do swell. Tinha 1 metrinho perfeito em Punta Rocas, mas no dia seguinte, já tinhamos 1.5m a 2m, e por ai vai… o Mar não chegou a crescer tudo o que demonstrava, mas chegou nos 3m de onda em Kontiki. (mais…)

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