The Mattson 2: Man From Anamnesis from michael evans on Vimeo.
Greg Noll no Festivalma!
15 jun
Greg Noll, o famoso ‘Da Bull’, lendário surfista de 72 anos desembarca no Brasa em Julho. O cara vem pro Festivalma mostrar os seus shapes retrô e contar as suas histórias lendárias do desbravamento de Waimea.
Fico muito feliz da organização do Festivalma abrir esse espaço para o old school surfing no evento. O Noll não é só um personagem incontornável na história do surf, o cara criou um gênero.
De um lado, inaugurou a era do surf em ondas gigantes, cuja estirpe ilustre agora ecoa em Laird Hamilton, Dave Kalama e outros q continuam empurrando os limites do big surf. Do outro, ele também é representante de um gênero ‘no frills’, de surfistas de pura boçalidade, braço, fôlego e coragem – e continua sendo a referência de muita gente que se recusa a aceitar a ajuda da tecnologia na hora de enfrentar o mar.
To empolgado pra conhecer o cara, e pra conhecer os longboards que ele agora faz com a receita original da década de 60.
Pra quem quiser mais detalhes e ver o que mais vai rolar nessa edição do evento, vale entrar no portal do Festivalma. Tb recomendo o twitter e o facebook que tão disparando atualizações non stop sobre o Festivalma.
Aloha
Zé
Daddy D Longboard 9’33”
5 fevDo bloco toma forma com tecnologia o shape bruto; tamanho, outline, rocker e flutuação em um lindo e branco bloco de isopor. Se não fosse desta maneira ia ser muito mais demorado. Achar a prancha em um bloco bruto além de tempo, precisa de experiência – coisas que não temos no momento. Pois então, está em trabalho de parto desde a semana passada o DDL 933 – ou simplesmente – meu presente de aniversário!!!
(o começo dessa história está aqui)
E não tinha como ser melhor; ganhar um presente onde além de pensar como ele vai ser, poder contribuir para que ele se torne real. Depois de dias de desencontros finalmente entramos na sala de shape da SurfWorks, marca do talentoso shaper, vizinho e amigo Daniel Aranha, logo ali, atravessando a rua de casa! Dia 27, última quarta-feira de janeiro, lá pelas 8 da noite começamos a discutir, Diego e eu, sobre como faríamos o caimento das bordas… Para deixar a experiência bem interessante para nós, o Daniel ficou do lado de fora só olhando e fotografando. Ajudava só quando era solicitado. O Di já tinha tinha feito a Malibu, uma 10’4’’ old school muito style pelo processo mais trabalhoso, a partir do bloco bruto, e por isso já sabia das etapas que deveriam ser cumpridas bem como o uso das ferramentas. Fizemos as marcações de meio e outros pontos de referência e dá-lhe pó branco no chão…
Quando você termina um lado e começa o outro sente e valoriza ainda mais o trabalho dos caras que fizeram todas as suas outras pranchas. Salvo a facilidade e agilidade que as máquinas modernas possibilitam, todo shaper passou por esse desafio de equilíbrio, harmonia e perfeccionismo. Contar as vezes que você desbasta o bloco ajuda, mas é no olho, na luz, contraste e nuances do relevo do bloco a sobre tudo na “pegada” que são minimizadas as diferenças. From the top to the bottom, a borda tem seu formato definido. Daí pro bico as linhas suavemente se alteram, sem começo nem fim, mas uma transição continua e novamente difícil de se igualar entre as metades. Daí vem o que considero como o diferencial, o ponto alto, o detalhe extraído das clássicas noseriders da principal fonte de inspiração para essa prancha: bing surfboards , o concave!
Nesse ponto não teve jeito, pedimos a ajuda do Daniel pra evitar erros. Alguns minutos discutindo tamanho e forma do concave e começamos a desgastar o bloco de tal maneira que dava até dó, tinha momentos em que parecia que o nariz ia quebrar ou que a mão ia atravessar o shape! Mas essa era a proposta, fazer um concave agressivo. Se vai funcionar ou não, verdadeiramente não sei dizer, mas só testando pra descobrir. Alguns erros e pesadas de mão depois decidimos que aquele era o suficiente, se não me falhe a memoria este concave tem quase uns 2 cm de profundidade…
Depois era a vez da rabeta, cortar as pontas para achar a Diamond, lixar as bordas e depois o fundo para dar o V que uma prancha deste tamanho precisa. Suave mas presente, o V bottom foi o último detalhe que faltava para deixar a prancha como eu queria. Daí foi alinhar pequenos detalhes identificados pelo Daniel e depois com a lixa fina dar o acabamento final no bloco. Pronto! A prancha ganha sua forma definitiva. Foi uma experiência “du caralho”, que ganha um sabor ainda mais especial pois a primeira queda dela será em águas peruanas durante o carnaval!
E não posso deixar de registrar aqui meu êxtase por conta da previsão que acabo de receber do LD Surf enquanto escrevo este post. Como o verão está desanimador nessa última semana em termos de ondulações para o litoral de São Paulo, eles resolveram adiantar o que espera os brasileiros que vão trocar os blocos de carnaval pelas linhas intermináveis do litoral peruano: nenhum swell com menos de 16 segundos de período, alguns chegando aos 20”. Vai dar altas e a adrena já tá batendo!
Shape, layout, logo Daddy D, previsão muito positiva para a estréia… só mais uma semaninha e mostro o resultado final dessa 9’3’’ single fin diamond tail noserider! Muito obrigado Daniel e Diego, foi uma experiência memorável e tenho certeza que iremos sentar no outside para dividir ondas e pranchas!
Grande abraço,
Felipe
Dano Surfboards
7 janAcabamos de agendar a surftrip de carnaval pras esquerdas setentrionais do Peru, e as pesquisas por novas pranchas pra completar os quivers já começaram.
No meio do research achei o blog do Dano Surfboards. Shapes retrô maravilhosos. Longboards com personalidade, sem perder a estirpe logrider californiana. Puta inspiração pros próximos shapes do Daddy D.
Hey Dano, I took the liberty to put some pictures of your creations on this post. Hope you don’t mind. Kudos for your work!
Aloha,
Zé



Eis que nasce a Malibu Model
20 agoDemorou, demorou muito mas valeu cada segundo da espera.

Como tinha postado aqui, comecei o projeto da minha primeira prancha, primeira idealizada e produzida por mim, no começo de maio. Passei mais ou menos 3 semanas refinando e reprojetando. Joguei tudo fora e comecei de novo pelo menos umas 5 vezes. Tinha que estar perfeito, sem nenhuma concessão ao conceito. Uma prancha clássica, nose rider, direto do tunel do tempo da califórnia dos anos 60. E foi o que eu consegui, ficou incrivel!

Com o projeto na mão, entrei na sala de shape. Foram 2 dias inteiros shapeando a prancha. Optei por fazer a prancha inteira na mão, sem ferramentas elétricas, queria ter o feeling da coisa. Mas não recomendo, desbastar um bloco 10’4” inteiro não mão, é muito, muito trabalho, com certeza zerei alguns karmas no processo. (mais…)
Da Cat – All For a Few Perfect Waves
28 mai
Chegou depois de 20 dias de espera a biografia do Miki Dora em casa. Incrível a expectativa que este livro criou em mim e a felicidade que gerou com a chegada dele. Abri o livro tirando as 5 camadas de proteção do frete aéreo que nem uma criança no natal. Me bateu uma lembrança muito louca dos meus 14 anos, esquecida a muito tempo, de quando chegou doaté hoje na parede de casa. Não tive coragem de deixar ela morrer.
Tinha encomendado o pranchão com o Pastor, demorou umas duas semanas para convencer ele para fazer a prancha do jeito que eu queria: ” Po compra uma prancha minha numa loja ai em São Paulo” eu ouvi dele umas 10 vezes. Mas eu queria a prancha como eu queria, veio exatamente assim, realmente a concretização de um sonho. Até hoje as melhores ondas da minha vida foram em cima dessa prancha.
A prancha demorou um mês para ficar pronta e chegar em São Paulo. Veio de avião, igual o Miki, e lembro de ir pegar ela no galpão da Varig em congonhas com meu pai envolta em tb, umas 5 camadas de papelão e borda bloco. Colocamos ela no teto, e fui par casa imaginando como ela era, se era tudo o que eu esperava. Era mais.
Só um adendo: é ridículo o preço de livros no Brasil. Tentei comprar o livro por aqui, 90 reais de capa mole. Comprei pela internet nos EUA paguei menos de 70 reais com o fretepara o Brasil, um livro de capa dura, sobrecapa e ainda um plástico protetor, uma sobre sobrecapa.
A biografia do Miki chegou com a mesma expectativa. Estou na pagina 149 de 475 e até agora tem sido incrível, não consigo soltar o livro. Sempre me identifiquei com o cara e agora com o livro, com a história na mão incrivelmente bem escrita, consigo ver com o que me identificava e com o que não.

Para começar o cara é húngaro (é pois é), e veio de uma família completamente detonada. Os pais dele se separaram e mãe casou novamente com o Gard Chapin, um dos maiores surfistas da era pré malibu. E tb um puta de um louco, bêbado, violento e simpatizante do nazismo. Ele que ensinou o Miki a surfar, e teve uma puta influencia na vida dele.
10’4” Agora Oficialmete em Produção!
27 abrDepois de bastante tempo pesquisando e compilando desenhos e idéias finalmente comecei a produção da minha 10’4” Malibu Noserider. Alguns de vocês ja estavam sabendo mas já a um bom tempo estou com esse projeto na cabeça e agora finalmente saiu do papel. O que me motiva é justamente a busca de uma prancha realmente clássica, feita para andar no nariz com tudo que tem direito. A intenção real era fazer uma 10’8” mas não existem blocos deste tamanho no Brasil. Aqui sempre foi dificíl conseguir uma prancha clássica, nós não temos essa cultura. Os shapers aqui não gostam de bordas redondas, single fins imensas e narizes largos. Os pranchões por aqui são muito mais performance. Vide o Phil Rajzman que bate um ollie 180º no pranchão. E fora o tesão e a satisfação de fazer você mesmo o objeto da sua fissura.
Eu comecei pelo final, pela quilha. Comprei a madeira Balsa (uma pequena fortuna), as ferramentas e fiz o design da quilha. Vai ser uma D shape de 12 polegadas de altura por quase 12 poegadas de base, e com largura de 3/4 de polegada. Um verdadeiro monstro, mas totalmente condizente com o tamanho e a proposta da prancha. Descobri que não é o tamanho da quilha que deixa uma prancha dura mas sim seu posicionamento.

Vou postando as fotos conforme a coisa for andando. Devo fazer o shapear a prancha em si daqui a umas duas semanas.
Di
Alaia
7 abrDepois de fish e stand up, Alaia é a nova onda de pranchas retrô.
Eu vi uns videos de uns caras surfando com essa prancha, o negocio é insano. Não tem quilha, é praticamente um surf com bobybord. Dá pra fazer 360 tranquilo.
Mas tb deve ser bem foda manter o equilibrio numa prancha dessas.
Queria tentar algum dia.
Abs
Gui+salgado
Destruição Criativa
10 mar
Estou vendo Sprout pela milésima vez, e com o computador no colo comecei a pesquisar na net alguns surfistas. Um dos caras bem interessantes do filme é californiano Alex Knoost. Inclusive tem um extra dele no Sprout bem legal. O cara é um puta noserider e fun surfer com qualquer equipamento. O cara é meio Freak meio Underground e meio Estranho tb. Para mim ele é um exemplo claro que a cultura surf esta novamente se reinventando, uma coisa meio Schumpeter mesmo, de destruição criativa.
Depois do boom de surfistas que nós tivemos nos últimos 20 anos no mundo e no Brasil também, acho q o nosso grupo se cansou de nós mesmos. Quando eu comecei a surfar, ainda existia um certo preconceito com os surfistas e isso era uma coisa boa. Éramos os outsiders, nos vestíamos diferente, falávamos uma língua estranha e tinha gente que achava que éramos perigosos e alguns de nós eram! Tinha um puta orgulho disso do alto dos meus 14 anos de idade! Eu tinha a minha identidade. Eu era um surfista! Tinha uma tia que achava um horror. (mais…)













